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POR MAIS DIAS DE SOL

por Silvana Rosa Martins Ala
  • …, você está com câncer.
    Nenhuma história começa, ou poderia começar assim, com esse diagnóstico.
    Estamos no percurso, e essa não é uma pausa planejada, daquelas que se espera ao longo das jornadas. É um repente, que nos tira do prumo, da nossa zona de conforto frágil que vamos construindo ao longo da vida. E quando você ouve essa sentença, não é mais você, não é mais mãe, filha, amiga e nada, é só vontade de que a vida aconteça mais um pouco, e que exista tempo ainda.
    Essa poderia ser uma história sobre o tempo, mas não é.
    Então você começa uma história simples, assim como as histórias afetivas de memórias de outras pessoas. Uma história que começa no próprio acontecimento, sem tempo, você desengaveta planos, despe-se das vaidades, das esperas por melhores momentos, e não é que o inesperado é o presente. Ali colocado, sem laço, sem fita, parece diferente, mas ainda é possível tanto amor.
    De todo amor surge um sonho, é verdade que ele já existia, estava guardado, debaixo dos medos e do tempo, e assim fez-se necessário o desejo de escrever e viver: o que será que nossas memórias guardam de especial?
    Sem pretensão que não seja alcançar os corações que atravessam a rua da solidão, marcamos um encontro no trecho que as luzes resolveram se apagar, em um passe de mágica e fé, estende-se a mão à brincadeira de crianças e desenha-se um novo Sol.
    Essa história é sobre construir dias de sol. É sobre vida e coragem.
    Uma vida dessas que nos inspiram, que a gente torce pelo final feliz, que já no início se apaixona pela mocinha, uma história de verdade que acende nas nossas lembranças de histórias de uma irmã, tia, vizinha, amigas, e muito de nossas próprias experiências.
    E assim, embora já tenhamos passado do tempo e dos sonhos dos contos de fadas, somos arrebatados pela narrativa forte de uma mulher, que sopra suas inspirações e sensibilidades, seus medos e defeitos de forma que aproxime o leitor de várias outras narrativas, e ainda de tantas histórias possíveis: uma menina que se tornou uma mulher determinada em vencer todos os obstáculos.
    E de repente o diagnóstico rompe uma noite festiva e agradável: Câncer!
    Era o fim de dias felizes e o começo de uma batalha ferrenha.
    “A mulher em mim se viu impotente demais para percorrer os caminhos tortuosos, sombrios e desconhecidos sem nenhum livro para guardar. Eles estavam sobre a mesa.”
    Impressionante, comovedor e até meio dramática essa narrativa que compõe esse livro que foi escrito nos momentos mais difíceis da autora.
    Sabe-se “que tantas pessoas não venceram essa batalha, de certo modo cada um enfrenta a seu modo, e não são menores, ou mesmo tiveram menos amor ou foram menos amadas, para cada um, ou uma, que tem a sua história atravessado pelo câncer existe um final particular, e eu sei que independente do resultado, o tumor não vence, durante as trajetórias de enfrentamento cada um se faz gigante”.
    A narrativa pretende-se um alento a muitas pessoas que passaram, ou passam por problemas semelhantes: “a vida é recheada de histórias e elas precisam ser contadas”.
    Essa é uma história de caminhos, então nada mais justo do que chamar você a atravessá-los conosco em parceria:
  • Você está pronto?
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