Home EntretenimentoPolítica Após polêmica com Bolsonaro, Kajuru deixa Cidadania e anuncia filiação ao Podemos

Após polêmica com Bolsonaro, Kajuru deixa Cidadania e anuncia filiação ao Podemos

por Redação

O senador Jorge Kajuru (GO) anunciou nesta quinta-feira (15) filiação ao partido Podemos.

O anúncio, durante a sessão do Senado, foi feito três dias após o Cidadania, partido ao qual Kajuru era filiado, ter pedido ao parlamentar que deixasse a legenda.

Kajuru se envolveu em uma polêmica nesta semana ao divulgar o áudio de uma conversa telefônica com o presidente Jair Bolsonaro sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito conhecida como CPI da Pandemia.

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente da República, pediu ao Conselho de Ética que apure se Kajuru quebrou o decoro parlamentar.

Nos áudios divulgados por Kajuru, Bolsonaro afirma temer que o relatório da CPI seja “sacana“; pressiona Kajuru a pedir o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal; e xinga e ameaça agredir o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do pedido de criação da CPI.

Desdobramentos

Após Kajuru ter divulgado os áudios, o partido Cidadania disse, em nota assinada pelo presidente da sigla, Roberto Freire, que as atitudes do senador nas conversas são “diametralmente” opostas aos valores defendidos pela legenda.

Diante disso, o partido afirmou que, se o senador não se deixasse a legenda, seria aberto um processo de expulsão.

Agora, com a chegada de Kajuru, o Podemos passa a contar com 9 senadores, a terceira maior bancada da Casa. O partido é liderado por Alvaro Dias (Pode-PR).

O Podemos é a quinta legenda de Kajuru no Senado desde 2019. Ele foi eleito pelo PRP. Depois disso, passou por PSB, Patriota e, por último, ao Cidadania.

‘Casamento’

Ao anunciar a troca de legenda, nesta quinta-feira, Kajuru comparou a filiação a um partido a um matrimônio.

“Assim como no casamento, eu sempre soube entrar e sair, tanto que me relaciono muito bem com todas as minhas ex-esposas”, declarou.

Sobre o Cidadania, ele disse ter amizade com os demais integrantes da sigla no Senado e com o “histórico presidente Roberto Freire”

“Um divórcio respeitoso, também pela incompatibilidade de ideias”, completou.

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