Prestígio de Marussa no Congresso, apoio ruralista e fragmentação de votos adversários podem fazer a diferença
Marussa tem estrada pavimentada
A matemática eleitoral é o primeiro termômetro. Marussa Boldrin obteve praticamente 60% a mais que que Lêda Borges e quase o triplo dos 30 mil de Ricardo Quirino, que, à época, concorreu a deputado estadual.
Mesmo considerando a renovação natural do eleitorado e eventuais migrações de voto, a diferença é expressiva. Marussa construiu uma base sólida, especialmente entre lideranças do interior, prefeitos e vereadores.
Além dos números, Marussa Boldrin acumula trunfos políticos que seus concorrentes de partido não têm. Nos últimos meses, a deputada goiana foi escolhida relatora de dois projetos estratégicos na Câmara dos Deputados: o PL 2564/2025, que proíbe embargos ambientais automáticos com base exclusiva em imagens de satélite, garantindo ampla defesa ao produtor rural. Também o PLP 114/2026, que permite usar receitas extraordinárias do petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis, com cláusula que obriga o desconto para diminuir o preço dos combustíveis para o consumidor final.
Ruralistas, ex-deputados e a máquina do interior
Outro fator que pesa a favor de Marussa é o apoio de setores estratégicos do eleitorado goiano. O ex-deputado Jose Mario Schreiner, uma das lideranças históricas do ruralismo do Estado, declarou apoio à candidatura de Marussa, levando consigo parte significativa do voto classista do agro e do interior.
