No auge da pandemia de Covid-19, ainda em 2020, previsões davam conta de grandes prejuízos no setor de Gastronomia. Com a impossibilidade de terem seus clientes nos espaços físicos dos estabelecimentos, muitas portas tiveram que ser fechadas. Uma saída foi a reinvenção, seja por meio do fortalecimento do delivery ou na transformação dos espaços para o chamado takeout ou take away – em português “para levar”, quando os clientes buscam os alimentos, podendo consumir no lugar que quiserem.
“Apaixonada por realizar sonhos e surpreender os sentidos através de sabores”, assim descreve o seu negócio, Socorro Faleh, de Guajará-Mirim (RO), uma das tantas empresárias Brasil a fora que deu a volta por cima, mesmo diante das notícias negativas por conta da pandemia. Investiu no sistema delivery, além de oferecer produtos diferentes do “convencional” em sua região.
“Eu tive toda uma preparação. Então, mesmo que eu tivesse tentado sozinha mudar o meu negócio, sem essa visão que eu tive através do curso, eu não conseguiria. Hoje eu tenho uma visão bem diferente. Antes eu via que fazer o básico que a maioria aprova era o suficiente. Hoje não, eu quero me aperfeiçoar ainda mais. Acho que essa preparação por meio da profissionalização é fundamental”, explica Socorro.
O curso que mudou a perspectiva de Socorro e a auxiliou a “fazer nome” em sua cidade foi o de Cozinheiro Profissional, do Instituto Gourmet, escola de gastronomia que contabiliza mais de 70 franquias espalhadas pelo Brasil.
“Lá temos aulas não só da parte gastronômica, mas também de empreendedorismo. A professora sempre alerta ‘olha gente, vocês têm que encontrar algo diferente dentro do nicho de vocês’. Então, eu trouxe isso para a minha vida aqui no meu buffet. Comecei só eu e minha irmã. Hoje eu tenho três funcionários. Enquanto tem muita gente nessa crise, não posso reclamar. Fico triste com todo o cenário da pandemia, mas eu não tive dificuldades no meu negócio durante esse período”, comemora Simone.
