Goiânia – Relatos de rastros de terra arrasada dentro de unidade de conservação em Pirenópolis, região central de Goiás, com vegetação colocada chão abaixo, marcam a implantação de parte do chamado Caminho de Cora. Por conta disso, ambientalistas da região reclamam. O trecho foi incluído recentemente na Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso (RedeTrilhas).
O estado tenta liberação de R$ 3 milhões para investir na implantação e consolidação do trajeto, mas é alvo de críticas por violação de lei federal. O governo nega.
Passando por oito municípios goianos, o Caminho de Cora percorre um total de 330 quilômetros, sendo 42 dentro de unidades de conservação oficialmente reconhecidas, como os parques dos Pireneus, em Pirenópolis, um dos maiores destinos turísticos de Goiás, e da Serra de Jaraguá, em Jaraguá. Eles continuam fechados para visitação durante a pandemia da Covid-19.
Integrantes de conselho consultivo reclamam da ação do estado. Os parques ainda não têm plano de manejo, imprescindível para uso das áreas e implantação de quaisquer estruturas nelas, como prevê lei federal que, em 2000, instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc).
